Braz Cubas realiza encontro científico e fomenta conexão entre estudantes
Iniciativa conectou pesquisadores da região, integrantes da comunidade acadêmica e cientistas para além do território brasileiro.
Por Adiniele Ribeiro, Ana Vitória Costa, Giovanna Finamor, Luísa Mota e Yudi Lúcios

A promoção da pesquisa científica e o compartilhamento do conhecimento foi um dos objetivos do XV Encontro Científico do Centro Universitário Braz Cubas (ENCIBRAC). A iniciativa também conectou pesquisadores da região e integrantes da comunidade acadêmica, assim como cientistas para além do território brasileiro.
Em sua 15ª edição, a abertura foi no dia 27 de outubro de forma remota e a programação presencial ficou para o dia 28. Para a coordenadora geral acadêmica, Vivian Fernandes, a iniciativa representa o compromisso da instituição com a produção científica e projeção global do conhecimento, reforçando a inerência da pesquisa à formação universitária.
Transmitida pelo Youtube, a abertura foi apresentada pela professora doutora Lucimar Gonçalves, coordenadora dos cursos de Comunicação, e com o apoio da reitoria da instituição.
O professor Gabriel Aguilar, gerente de Internacionalização, destacou que fazer pesquisa é avançar no conhecimento e pensar em inovações que beneficiem a sociedade. Com a temática "Carreira Acadêmica nos Estados Unidos”, a professora doutora Laís Fernanda Berro, atualmente professora assistente na University of Mississippi Medical Center, compartilhou sua trajetória desde o Brasil até a jornada internacional. Ela explicou as principais diferenças entre os sistemas acadêmicos brasileiro e norte-americano.
Trabalhos acadêmicos
No dia 28, a comunidade acadêmica da Braz Cubas acompanhou as apresentações e exposição de banners nos corredores e salas do Bloco A.
A programação contou com a apresentação de vários trabalhos dos cursos de saúde. Um deles do estudante Raphael Shinji, do 8º semestre de Optometria. Ele apresentou um painel sobre as contribuições da terapia visual para o desenvolvimento motor e perceptivo em indivíduos com Transtorno de Desenvolvimento da Coordenação (TDC). Este também é o tema do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Shinji.
Para ele, o evento é muito importante em relação ao preparo para a apresentação final: “A gente vai apresentar o TCC na primeira semana de dezembro. Logo menos está aí. Se a gente não estiver preparado, não tiver noção de como é uma apresentação científica, a gente vai se perder.”
Na sala 111A, a aluna Giovanna Aragão, também do último semestre, deixou o nervosismo de lado e dissertou sobre o seu trabalho final. “Confesso que eu fiquei muito nervosa, principalmente na hora de falar sobre a minha análise [...], mesmo assim eu enxerguei como um ponto de melhora para poder fazer na hora do ‘vamos ver’ ”.
O térreo do centro universitário contou com cursos de diferentes áreas do conhecimento, como psicologia, fonoaudiologia, nutrição, direito, educação física e pedagogia com demonstrações e artigos das vivências dos participantes do Programa de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), estimulando a reflexão sobre a relação entre teoria e prática no processo educativo.
Através do desenvolvimento do recurso multimodal de comunicação alternativa para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Camyla Lins, Ianca Manuela da Silva e Emily de Araújo focaram em facilitar a compreensão de ideias e necessidades de crianças no espectro. Para as estudantes o projeto é importante para a terapia ocupacional, porque não é uma graduação tão conhecida dentro da faculdade.
“Você imagina, o celular, como que aconteceu para ele chegar, não é? Foi através da ciência. Então, assim, todo mundo tem a capacidade, tem o conhecimento e se buscar lá dentro, todo mundo é um pouquinho cientista”, afirma a professora de fisioterapia e psicologia, Caroline Denadai.
O professor e orientador dos cursos de comunicação do Centro Universitário, Eduardo Faria, destacou que o ENCIBRAC é uma oportunidade de desenvolvimento para os alunos. “Colocar essas pesquisas em circulação, compartilhar conhecimento, receber feedbacks, é isso que faz o desenvolvimento [do aluno] e mesmo de um bom profissional, em termos de pesquisa. Então, o que eu sempre digo para os alunos é exatamente isso: se desafiem, se coloquem em situações em que você tem que apresentar as suas ideias, o seu trabalho, seus projetos. Dê uma sobrevida para eles.”





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